Ela gosta dos acordes menores
Tão mínimos quanto os apelos
Que adormecem por entre as teclas
De um brando piano alvo recém-aberto
Ritma pelos suaves dedos dos artistas
Que brilham humildes em sandices
Usando ágeis frases nos trastes das violas
Abalroadas de canções e calmarias
Canta nas tardes que ardem melancólicas
Nas plumagens que acentuam as cores do lilás
Nos holofotes que incendeiam as pupilas
Quando fogem sem razão do insano silêncio fugaz
Sem as notas não seria ela leve como assobios
Não haveria frágeis quanto nuvens em prenúncio
Nem chegariam amparadas ou deleitariam
Nas entrelinhas das escalas as claves das pautas
Lê enfim a flor das gotas ou a granel
Toques, tons, alma, sonhos, melodias
Sobre a grande seda desenhando no papel
Os viandantes sons de seus entreabertos lábios
Eu dela gosto por ser ela assim tão maior
Envolta em dons repleta de poderes
E ainda que advenha dos mais rudes cristais
Tudo transborda em completa poesia
Tão mínimos quanto os apelos
Que adormecem por entre as teclas
De um brando piano alvo recém-aberto
Ritma pelos suaves dedos dos artistas
Que brilham humildes em sandices
Usando ágeis frases nos trastes das violas
Abalroadas de canções e calmarias
Canta nas tardes que ardem melancólicas
Nas plumagens que acentuam as cores do lilás
Nos holofotes que incendeiam as pupilas
Quando fogem sem razão do insano silêncio fugaz
Sem as notas não seria ela leve como assobios
Não haveria frágeis quanto nuvens em prenúncio
Nem chegariam amparadas ou deleitariam
Nas entrelinhas das escalas as claves das pautas
Lê enfim a flor das gotas ou a granel
Toques, tons, alma, sonhos, melodias
Sobre a grande seda desenhando no papel
Os viandantes sons de seus entreabertos lábios
Eu dela gosto por ser ela assim tão maior
Envolta em dons repleta de poderes
E ainda que advenha dos mais rudes cristais
Tudo transborda em completa poesia
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