A roda do tempo
Há que se inquirir sobre ela:
A roda do tempo.
O ocaso tênue que já passou, [e creio],
Não volta mais.
A imagem da natureza pausada,
Que faz conceber o poema.
E aquilo [cena dúbia] que ele não viu,
Pois está por vir.
Então, a roda se impele nas
Ruas nuas e segue.
Sempre segue e indolentemente,
Avança feroz.
Ele [o tempo] destila o seu fel,
E as cãs pranteiam.
E deste lamento afônico
Faz-se a vida.
E dessa tessitura se ergue
O tempo, excelso, perpétuo.
A roda do tempo.
O ocaso tênue que já passou, [e creio],
Não volta mais.
A imagem da natureza pausada,
Que faz conceber o poema.
E aquilo [cena dúbia] que ele não viu,
Pois está por vir.
Então, a roda se impele nas
Ruas nuas e segue.
Sempre segue e indolentemente,
Avança feroz.
Ele [o tempo] destila o seu fel,
E as cãs pranteiam.
E deste lamento afônico
Faz-se a vida.
E dessa tessitura se ergue
O tempo, excelso, perpétuo.
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