A roda do tempo
Há que se inquirir sobre ela:
A roda do tempo.
O ocaso tênue que já passou, [e creio],
Não volta mais.
A imagem da natureza pausada,
Que faz conceber o poema.
E aquilo [cena dúbia] que ele não viu,
Pois está por vir.
Então, a roda se impele nas
Ruas nuas e segue.
Sempre segue e indolentemente,
Avança feroz.
Ele [o tempo] destila o seu fel,
E as cãs pranteiam.
E deste lamento afônico
Faz-se a vida.
E dessa tessitura se ergue
O tempo, excelso, perpétuo.
A roda do tempo.
O ocaso tênue que já passou, [e creio],
Não volta mais.
A imagem da natureza pausada,
Que faz conceber o poema.
E aquilo [cena dúbia] que ele não viu,
Pois está por vir.
Então, a roda se impele nas
Ruas nuas e segue.
Sempre segue e indolentemente,
Avança feroz.
Ele [o tempo] destila o seu fel,
E as cãs pranteiam.
E deste lamento afônico
Faz-se a vida.
E dessa tessitura se ergue
O tempo, excelso, perpétuo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
A transcendência - (soneto) - 21/06/2013
Difícil compreender a transcendência Do Criador em relação à criatura, A forma imprecisa por excelência Ao crivo de nossa mente tatura. …
Armando A. C. Garcia
A Ti rogamos - 21/06/2026
Louvado seja Deus, e seja glorificado
Entre os presentes, e entre os ausentes,
E que Ele esteja sempre ao nosso lado, …
Armando A. C. Garcia
A Ti chegamos piamente - 18/09/2021
A Ti chegamos piamente
Oh Deus de imensa candura,
Plenos de certeza e convicção
Que Tu és, o rei da criação, …
Armando A. C. Garcia
A Sorte ! ... (soneto) - 17/09/2008
Já me alvejam desenganos frequentes
Amostras que a negra sorte dedilhou...
Ao nada que o vil talento me dotou,
…
Armando A. C. Garcia