ENIGMA VI

Na cripta celeste
a Lua eclíptica
se afoga na elipse de sangue.

No horizonte irisado das paixões humanas
se debuxa um lindo rosto. 
De anjo? De demônio?
De santa? Ou de mulher?

Não sei... Não sei... Não sei!
Só sei que é um rosto suave
e de expressões amenas,
projetado das vagas lembranças
de minha saudosa infância!
De compleição ora austera ora serena,
mas de feição doce e delicada
tal como o semblante angelical de uma criança!


Exsurgindo nos muros altos de minha memória
Um rosto crispado, sem contorno, sem linhas,  
sem traços e sem   formas definidos, 
perdido num passado longínquo, distante.
Preso no espelho irreflexo de uma memória que fenece,
mas vivo e pulsante num coração que nunca envelhece!

ENIGMAS

 

 

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