PRIMEIRO ENCONTRO

No primeiro encontro me deu
Um simbólico aperto de mão
Tão gélido o que me ofereceu
Que esfriou até o meu coração.

Fitei-a diretamente na face
Nos olhos uma viva energia
Que aqueceu sem disfarce
O meu peito com altiva alegria.

Pela maciez das palavras doces
Com as quais me prendia
Sem conjecturas precoces
Atentamente a ouvia.

Muito tempo passou comigo
Sentados nos confidenciando
Eu me imaginando a beijando
Mas contente com aquele castigo.

Na despedida repetida feita
Séria e com boa expressão 
Estendeu-me a mão direita
Mais um aperto e nenhuma ação.
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