I
Amanhece e o sol do Oriente sangra
Pássaros e borboletas – anjos de aço –
Dão “bom dia!” de estanhos em fogos!
A velha Palestina – enclausurada! –
Parece mesmo condenada ao pranto eterno,
À miragem apocalíptica de João.
II
Da miserável conduta de Israel, todo um povo arde:
Crianças morrem…
Jovens morrem…
Mulheres morrem…
Homens morrem…
Uma nação morre…
III
Na Meca ecumênica dos poderosos
Onde o deus-mercado se abriga
Parlamenta-se a sorte da guerra
Discute-se uma faixa de terra – Gaza –
Onde um povo esquecido, e de miserável sorte,
Vê sobre si caírem flores de fogo
IV
Abre-se a terra – antes prometida! –
E dela surgem cavalos de ferro
Cuspindo palavras que torram corpos;
Que pisoteiam com seus cascos de aço
Corações de anjos que retornarão do enterro,
Para vingar a maldade da prostituta Israel
V
Do mar surgem peixes-fogo voadores e
carnívoros. Multiplicam-se e devoram as liberdades!
E a prostituta sorrir ao ver os filhos da promessa
Serem massacrados… Humilhados… Dizimados…
Sob a benevolência dum varão que imola,
Que mata sem paixão, pensando lavar seus pecados.
VI
Palestina! A velha senhora implora de joelhos
Um naco de terra para seus filhos plantarem o milho
E colherem a uva que lhes saciarão a fome e a sede…
Mas a nova prostituta – eterna bêbeda –
Banqueteia-se no palácio da Grande Tenda
E faz corte aos bezerros de ouro
VII
Antes do juízo final surgirá um anjo que anunciará:
“A famosa prostituta, aquela grande cidade, cairá!
E os reis do mundo inteiro que com ela deitaram,
E que comeram do milho e beberam do vinho da sua
Imoralidade; perecerão. Só então haverá liberdade.”
E um outro anjo dirá:
– Saia dessa cidade, meu povo!
Saiam todos dela
para não tomarem parte nos seus pecados
e para não participarem dos seus castigos!
Pois os seus pecados estão amontoados até o céu,
e Deus lembra das suas maldades.
Deem a ela o mesmo que ela deu a vocês;
paguem em dobro o que ela fez.
Encham a taça dela com bebida duas vezes mais forte
do que a bebida que ela preparou para vocês.
Deem a ela tanto sofrimento e tristeza
quanto luxo e glória ela deu a si mesma.
Porque ela pensa assim:
“Estou sentada aqui como rainha!
Não sou viúva e nunca mais vou sofrer!”
Por isso num mesmo dia
cairão sobre ela estas pragas:
doenças, dor e fome,
e ela será queimada no fogo.
Pois o Senhor Deus, que a julga, é poderoso.
Amanhece e o sol do Oriente sangra
Pássaros e borboletas – anjos de aço –
Dão “bom dia!” de estanhos em fogos!
A velha Palestina – enclausurada! –
Parece mesmo condenada ao pranto eterno,
À miragem apocalíptica de João.
II
Da miserável conduta de Israel, todo um povo arde:
Crianças morrem…
Jovens morrem…
Mulheres morrem…
Homens morrem…
Uma nação morre…
III
Na Meca ecumênica dos poderosos
Onde o deus-mercado se abriga
Parlamenta-se a sorte da guerra
Discute-se uma faixa de terra – Gaza –
Onde um povo esquecido, e de miserável sorte,
Vê sobre si caírem flores de fogo
IV
Abre-se a terra – antes prometida! –
E dela surgem cavalos de ferro
Cuspindo palavras que torram corpos;
Que pisoteiam com seus cascos de aço
Corações de anjos que retornarão do enterro,
Para vingar a maldade da prostituta Israel
V
Do mar surgem peixes-fogo voadores e
carnívoros. Multiplicam-se e devoram as liberdades!
E a prostituta sorrir ao ver os filhos da promessa
Serem massacrados… Humilhados… Dizimados…
Sob a benevolência dum varão que imola,
Que mata sem paixão, pensando lavar seus pecados.
VI
Palestina! A velha senhora implora de joelhos
Um naco de terra para seus filhos plantarem o milho
E colherem a uva que lhes saciarão a fome e a sede…
Mas a nova prostituta – eterna bêbeda –
Banqueteia-se no palácio da Grande Tenda
E faz corte aos bezerros de ouro
VII
Antes do juízo final surgirá um anjo que anunciará:
“A famosa prostituta, aquela grande cidade, cairá!
E os reis do mundo inteiro que com ela deitaram,
E que comeram do milho e beberam do vinho da sua
Imoralidade; perecerão. Só então haverá liberdade.”
E um outro anjo dirá:
– Saia dessa cidade, meu povo!
Saiam todos dela
para não tomarem parte nos seus pecados
e para não participarem dos seus castigos!
Pois os seus pecados estão amontoados até o céu,
e Deus lembra das suas maldades.
Deem a ela o mesmo que ela deu a vocês;
paguem em dobro o que ela fez.
Encham a taça dela com bebida duas vezes mais forte
do que a bebida que ela preparou para vocês.
Deem a ela tanto sofrimento e tristeza
quanto luxo e glória ela deu a si mesma.
Porque ela pensa assim:
“Estou sentada aqui como rainha!
Não sou viúva e nunca mais vou sofrer!”
Por isso num mesmo dia
cairão sobre ela estas pragas:
doenças, dor e fome,
e ela será queimada no fogo.
Pois o Senhor Deus, que a julga, é poderoso.
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