Com a noite vem-me o corvo
- Amigo das minhas noites insones! -
Pousar sobre os meus umbrais…
E conversamos sobre todos nossos cânones

Varamos a noite sem a preocupação da luz
Apenas a arquitetura de nossas almas
São aventadas no ventre que nos produz
E que nos faz sujeitos de águas calmas

E juntos por toda noite densa
Compomos a sinfonia de dionisíacas esferas
Embalados pela mundidade que nos condensa
Em mundos onde todas as paixões são efêmeras:

Corpos, almas e carnes são nossa arquitetura
E assim somos artrópodes inquietados
No átimo dos segundos de noites de ternuras
Nos tornamos flores e rosas no jardim dos amargurados
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