227 - AGRESSORA
Vem, agressora, bate nos poetas.
Que as suas almas sejam agredidas.
Sabemos bem que, mesmo que os agridas
Com ferro e fogo, não os interpretas.
As agressões que tu lhes acarretas
Não lhes darão lesões, vergões, feridas.
Tão agressiva nunca os intimidas
Com agonias nas certeiras setas.
Vida agressora, com navalha fria,
Não vês o sangue deles quando os feres:
Não sangram, mas segregam poesia.
Depois de tantos versos, se quiseres
Que morram, algo sempre os mataria:
O amor vivificante das mulheres.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 07/01/2019)
Que as suas almas sejam agredidas.
Sabemos bem que, mesmo que os agridas
Com ferro e fogo, não os interpretas.
As agressões que tu lhes acarretas
Não lhes darão lesões, vergões, feridas.
Tão agressiva nunca os intimidas
Com agonias nas certeiras setas.
Vida agressora, com navalha fria,
Não vês o sangue deles quando os feres:
Não sangram, mas segregam poesia.
Depois de tantos versos, se quiseres
Que morram, algo sempre os mataria:
O amor vivificante das mulheres.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 07/01/2019)
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