Talvez noutra manhã…

Talvez prescinda a noite da escuridão
Que até ali se acoitara com tanta prontidão
Anuindo feliz porque a manhã já lá vem fria
Regurgitando gargalhadas com tamanha ilusão
Talvez eu nem escute mais aquele silêncio fecundo
E recíproco, presumindo que todos os ecos
Sem excepções verticalizem a esperança
Debruçada na varanda das minhas emoções
Frederico de Castro
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