Nos píncaros do céu

No açude do tempo galgam-se as margens
Deste céu ameno correndo fiel pelo leito
Da esperança, purificada, sedenta, unificada
Lá nos píncaros do céu brilhará aquela estrela
Fulgente e consolada, baptizando na nascente da fé
Minh' alma embutida numa oração deveras inebriada
A noite por fim cerrará as pálpebras ao dia desamparado
Crendo decerto que amanhã dos áureos e primorosos sonhos
A vida noivará cada palavra contida nestes versos impetuosos
Frederico de Castro
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