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A terra, ah! Esta que não se cansa!
Quantos corpos, quantas matérias!
Que imensa boca, que abrangência,
Nos quatro cantos se alimenta mansa.

Que largo, que medo, insignificância,
Sem esforço nos traga gostoso
Querer estabelecer a vida é pura inobservância
Ainda há os que vão em traje garboso.

Quem ignora e não pondera o poder?
Tornar-se-á tão tarde ou tão cedo,
Não basta saúde, é inútil o querer,
Ela não tem pressa, sabe o segredo.

Todos estão sujeitos ao veredito,
A esperarem pela vida redimida,
Crenças sobre a verdade ou mito,
Mas à morte, não nos resta saída.
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