CADEIAS INVISÍVEIS

O que me prende não tem mãos,
Tampouco artifícios mecânicos,
O que me faz arrastar em chãos.

O que me escraviza sem razões,
Martiriza o meu frágil coração,
São prisões de severas expiações.

É o amor que me agarra sutil,
E a liberdade em amar real,
Que me prendem num lugar hostil.

Este sentimento sem contestação,
Incrimina-me e culpado sou leal,
A cumprir uma pena sem conspiração.

Procurado sigo os dias imaginando,
Se a pena é simbólica ou capital,
Se fujo e vivo ou me aprisiono amando.
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