Refém


Assombro, pura apreensão,
Invadindo seu ser.
Suor em gotas, náuseas,
Evadindo a vontade de viver.
A sombra desnuda o tédio,
Tomando o devoluto existir,
E derruba muros,
Furtando a luz do porvir.
Ele era um oásis,
E na aurora, alguém,
Hoje é cinza apagada,
E da vida refém.
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