TÃO POUCO SE SABE

Não fora um rio de bênçãos que desceu vale afora
Nem uma tempestade de bonanças que escorreu da montanha
Tampouco um paredão de esperanças que rompeu pelas grotas
Ou a erupção de um vulcão que vomitou benesses na vargem

Não fora um fio de alegria que encantou a baixada
Nem uma gôndola de fé que explodiu sobre o prado
Tampouco um caminhão de promessas irrompeu pelo plano
Ou um avião de vantagens que aterrissou na campina

Não fora um regozijo fraterno no contexto esperado
Nem uma novidade imprevista por qualquer aguardado
Tampouco um turbilhão de progresso para uma gente mineira

Não fora nem tampouco poderá vir a ser o que não seja
Ou seja, não fora nem tampouco poderá vir a ser qualquer coisa
Além do que fora, tão pouco se sabe, e tampouco se explica
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