Feridas Abertas
Ao segurar a rosa desfolhada
Livra de todo pudor a morte,
Não é a sombra do medo
E tão pouco o medo da solidão.
A raiva contida no sorriso
E as palavras sutis,
Que marcam os desejos
Recusados pelo coração.
É teu suor, fedido, mórbido,
De quem não lutou, não desejou revolução!
É o espinho que sangra minha mão,
Quase estragando o macio das pétalas.
Morte certa pela beleza
Da vida, de um amor,
Trancado com medo de voar!
Pois o vento não consegue levar o sangue
Que seco sobra-lhe o chão.
Não faz brotar vida nova
Tão poucos sonhos belos,
Apenas cicatrizes de dias secos
Aonde a beleza das flores não curou.
Feridas abertas, não cicatrizam,
Mesmo feitas pelo amor.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Anseios que mal perduram - 15-02-2026
Nos lamentos desta vida
Ausentes recordações,
Se alguma coisa é perdida,
Outra, suprirá as emoções.
…
Armando A. C. Garcia
Anjo Protetor - 30-06-2022
Na alegria ou na tristeza
Sempre estive a teu lado,
Não te cause estranheza,
Nem aches demasiado.
…
Armando A. C. Garcia
Amigo - (soneto) - 31/01/2022
Não deixes sucumbir as amizades
Elas sempre trazem novas energias,
O amigo é a consonância da alma,
…
Armando A. C. Garcia
Amigo !... - 17-01-2021
Amigo, sinto ter que te dizer
Mas pela amizade, vou-te contar,
O que eu não tencionava relatar
- Que vi …
Armando A. C. Garcia