Réstias de luz

Entre as paredes do tempo resguardo
Aquele silêncio desalinhado e vagabundo
Deixando atordoada qualquer hora gravada
Numa multidão de memórias tão gradas
De Mozart a Vivaldi ecoa uma catarse musical
Purgando e purificando os sentidos num dramático
Lamento substantivamente sinusal, qual overdose
Para o coração batendo, batendo de forma bestial
Em desordem a noite sacode esta escuridão
Quase funesta e abissal onde impera a emoção
Mais introspectiva efémera e colossal
Restos de luz persistem emaranhadas num breu
Felino, quase acidental até ensopar a saudade que irrompe
Pela alma carente, faminta…admiravelmente irreverente
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Dos teus encantos - 26/07/2026
Volitando teus encantos
Num castelo de ilusões,
Foi a flor que amei tanto
Malditas, recordações...
…
Armando A. C. Garcia
Foi minha, hoje é tua ! - 27/07/2026
Toda a minha poesia,
Que foi minha, hoje é tua,
É momento de alegria
Saber que anda na rua.
…
Armando A. C. Garcia
Naturalmente ! - 28/07/2026
Quebrarei o tédio do cotidiano
Ouvindo o silêncio das palavras
No ritmo da vida, qual cigano
Naturalment…
Armando A. C. Garcia
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia