Amenidade
O cio da noite em teus olhos celestes,
Verte de mim o orvalhado amor,
Beijando-me com teus castos lábios,
A desabrochar a flor do desejo,
No meu coração fecundo deleite,
Inolvidável manancial de luxúria.
Pulsa minh'alma feito estrela cintilante,
Cortejando a lua reflexo da tua face,
Imortal ternura semblante da eternidade,
Murmurando teus versos infinitos,
Carícias atemporais fiel doçura,
Ao sutil êxtase da felicidade.
Cantam os astros a paixão aludida,
Formosa treva velado paraíso,
Augusta serenidade retida,
Inflamado de amores ao fino laço,
Excitante colo abrasado,
Ao teu corpo consumido.
O cio da noite assaz atrevido,
Trouxe de si os gemidos,
Flamejando de mim os sentidos,
Afável leito ardente,
Confidente véu de ternura,
Confidente véu de ternura,
Ao convergente zelo vivido.
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