APENADO FUI AO ENCONTRAR-TE
O que fazes sem mim
Que te sentes tão fria?
Por que me congelas assim
Petrificando o meu coração?
Enclausura-me na solidão do calabouço
Aplicando-me uma pena rigorosa
Matando-me a cada dia, vivo na abstinência
Por que castiga-me?
O que te fiz eu?
És porventura juíza de mim
Sentenciando-me à morte lenta?
Apenado fui ao encontrar-te.
Pois pôs-me mordaças e vendas
Cegou-me e emudeceu-me
Não mais falo a não ser comigo
Nem vejo outra, senão a tua imagem.
Tu tinhas a constância de envolver-me
Quando buscava-me incessantemente
Mas após conquistar-me mostrou-se
De um modo assaz indiferente.
Dalém das dores que sinto
Está a paixão cega e inconveniente
Que me assalta largo e amargamente
Transtornando os meus sentidos.
Ipatinga, 10/02/2019
Erimar Santos.
Que te sentes tão fria?
Por que me congelas assim
Petrificando o meu coração?
Enclausura-me na solidão do calabouço
Aplicando-me uma pena rigorosa
Matando-me a cada dia, vivo na abstinência
Por que castiga-me?
O que te fiz eu?
És porventura juíza de mim
Sentenciando-me à morte lenta?
Apenado fui ao encontrar-te.
Pois pôs-me mordaças e vendas
Cegou-me e emudeceu-me
Não mais falo a não ser comigo
Nem vejo outra, senão a tua imagem.
Tu tinhas a constância de envolver-me
Quando buscava-me incessantemente
Mas após conquistar-me mostrou-se
De um modo assaz indiferente.
Dalém das dores que sinto
Está a paixão cega e inconveniente
Que me assalta largo e amargamente
Transtornando os meus sentidos.
Ipatinga, 10/02/2019
Erimar Santos.