CHACINA
De repente e
Sozinho
Ele aparece embriagado
Falando coisas sem sentido
Sentindo náuseas da própria fala
Como se assoprasse uma imaginária flauta
Ou apertasse as teclas de uma sanfona
De fole furado
Chutasse uma bola sem ar
Rodasse um pneu sem aro
Se deitasse numa cama sem forro
Varasse um cerco de nóias
Comprado um pão endurecido
Feijão brocado
Lastimando a perfeição
E amanhã estarão nos jornais
Todas as suas artes
Peripécias
Indecências
Ousadias
Morto na porta de um bar
Sem explicação
Ao lado de outros dez
Sozinho
Ele aparece embriagado
Falando coisas sem sentido
Sentindo náuseas da própria fala
Como se assoprasse uma imaginária flauta
Ou apertasse as teclas de uma sanfona
De fole furado
Chutasse uma bola sem ar
Rodasse um pneu sem aro
Se deitasse numa cama sem forro
Varasse um cerco de nóias
Comprado um pão endurecido
Feijão brocado
Lastimando a perfeição
E amanhã estarão nos jornais
Todas as suas artes
Peripécias
Indecências
Ousadias
Morto na porta de um bar
Sem explicação
Ao lado de outros dez
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