Navegando no Rio Paraguai

Mal o Astro-rei rompeu a cortina
Do amanhecer
A passarama entoou sua gritaria dissonante
E o pescador  pega a sua traia e embarca na canoa velha
Feita de um pau só.
E sobe o Rio acima
Buscando  ver o cardume de peixes.
E para um pouco e fica cevando
Atirando isca.
E enquanto é issona sua tapera
A mulher acende o  tacuru para fazer um quebra torto.

O cheirinho de gostosuras toma conta
E se mistura com   o  cheiro de esterco  do curral.
O galo ensaia  um canto rouco
E o garoto  brinca com o cãozinho magro.
Todavia o seu pai,o pescador solitário
Continua navegando com sua canoa,numa boa.
Navegando no Rio Paraguai.
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