DA ÁGUA E DO ESPÍRITO

Às vezes fico a meditar
Nas dificuldades desta vida
Os males que enfrentamos
As barreiras que encontramos
Os obstáculos que vencemos.

O pão que sacia a nossa fome
Os bens que adquirimos
As viagens que realizamos
Mas nem sempre
Nem sempre nos alegramos.

Porque as vaidades que somos
Quão complexos nos tornamos
Como a um e outro vemos
Se a felicidade não sentimos
Se riqueza ou pobreza temos.

Pois a riqueza tem overdose
Os necessitados também têm
O suicídio acomete o pobre
À riqueza acomete também
Os abastados ficam depressivos
Os pobres também têm depressão. 

De que valemos?
Onde a felicidade encontramos?
No emocional que controlamos
No equilíbrio que criamos
Na simplicidade quando sorrimos.

Quando a nós mesmos
Não exaltamos, nem nos elevamos
Quando em tudo graças damos
E de ser humanos não deixamos
Então de dentro de nós nos transformamos
E humildemente nós crescemos.
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