Whisky

O sol se põe, trazendo consigo mais uma maldita noite
E eu vou, levando comigo essa maldita solidão
Que as vezes é bendita, bem como a noite que chega

Paro no primeiro bar da rua sete, aquele maldito bar
Sento no último lugar do balcão, aquele maldito lugar escuro
Que as vezes é bendito, bem como o primeiro bar da rua sete

Acendo o mesmo cigarro, aquele maldito Camel vermelho
E peço uma dose de whisky, aquele mesmo maldito whisky
Que as vezes é bendito, bem como o Camel vermelho

Por mim passam putas, arruaceiros e desiludidos... pobres malditos
Mas só tenho interesse pela minha companhia... pobre maldito
Não tão bendito quanto os que passam por mim

E assim são minhas noites, estas malditas noites
Até que o sol nasce e ofusca meus olhos, maldito sol
Que costumava ser bendito,
Quando reluzia em seus cabelos e ofuscava meus olhos

Maldito sol
Maldito whisky que trás à tona esses pensamentos
Maldito cigarro
Maldito bar
Pobres malditos

Maldito whisky
Maldito whisky
Maldito whisky

Maldito...
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