O VENDEDOR DE PICOLÉS
Parte um avião rumo ao infinito
Já pensando onde irá pousar
Carros saem de garagens
Motos circulam entre ônibus e caminhões
Todos com viagens demarcadas
Também as bicicletas e os barcos partem
As charretes e carroças os trens
As meninas nos patins
Carrinhos de pedreiros baldeando entulho e massa
A senhorinha da feira arrasta a cesta com rodinhas
Tudo vai girando sobre esferas e aros
Desenhando retas e círculos
Circulando por ruas quietas e tortas
Movimentando elétrons
Por dentro da terra
No meio do mundo
Por entre nuvens e raios
Em todas as horas
Na velocidade do justo
E apesar de toda essa pressa – ou não – sobre rodas
Passei lindos dias esperando na porta
O vendedor de picolés
Já pensando onde irá pousar
Carros saem de garagens
Motos circulam entre ônibus e caminhões
Todos com viagens demarcadas
Também as bicicletas e os barcos partem
As charretes e carroças os trens
As meninas nos patins
Carrinhos de pedreiros baldeando entulho e massa
A senhorinha da feira arrasta a cesta com rodinhas
Tudo vai girando sobre esferas e aros
Desenhando retas e círculos
Circulando por ruas quietas e tortas
Movimentando elétrons
Por dentro da terra
No meio do mundo
Por entre nuvens e raios
Em todas as horas
Na velocidade do justo
E apesar de toda essa pressa – ou não – sobre rodas
Passei lindos dias esperando na porta
O vendedor de picolés