VARAIS

Toma-me por evidente
O conceito usual de ser bom.

Há quem leve como obsessão
O custo dessa cumplicidade
Em entender-se inútil e prestativo à bondade.

Para quem nunca viveu dessa pressa
O vil admoesta as intenções
Para sempre exige que se ponha
Ao vivo atento precavido à ruindade.

Tudo que dói da dor
Que perambula pelo nefasto da sala
E que desatenta despenca as incertezas
Ou se apossa e fecha as janelas
É um passo de maldade.
 
Por isso já moro fora de casa
Colado às cercas dos quintais
Lá onde as intempéries
Ficam mais perto da rua
E a realidade é transparente lençol
Seja de lama, asfalto ou areia
Estendido nos varais.
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