Póstumo II
Dos meus pertences todos não havia
um sequer sem maior desventura
(agora do plácido que me figura)
de tê-los meus enquanto os via
Por sidos de carnes os meus pertences
e ossos, os três filhos guardados,
foram esses meus dedos alados
de outrora os meus dedos tangentes.
Foram novos e estão sozinhos
o quanto não quiseram libertos
umbigos das minhas correntes
Estão velhos quando desperto
das minhas ilusões clementes
de comer minhoca e fazer ninhos.
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