Póstumo I
Meu corpo
quando foi embora
Minha alma
era objeto entendível
pois póstumo
A única coisa entre as coisas que são divinas
Entendível.
Porque gente quando morre
é coisa entre as coisas que gente fez
Pois imagem.
O meu corpo quando foi embora
foi à terra de que eu mesma cultivei
Dos rastelos os meus dedos
Quando irão brotar as minhas carnes em meus cultivos
As minhas folhas, os meus pelos.
Mas era maio aqui em Minas
E eu não chovo.
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