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Ouço a morte a bater, insistente, nos vidros.
Poeira, isolamento e cansaço se unem
e de mãos dadas comemoram o sangue e a carne.
Já não ouço a luz
e nem sobre ela me precipito.
Imagem, exílio e fé se confundem por entre
as vozes de tantas solidões já desesperadas.
O orvalho amanhece nos corações mais sensíveis
e os homens dormem na cidade inventada.
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