PERCO-ME DE TI
Perco-me pelos carris do teu corpo
Enquanto a minha poesia te veste
Onde moras em silêncio em todos
Os espaços da minha branca pele
E em todas as palavras da minha boca
Embrulhadas entre o mel e o fel
Intensos fogos nos consomem a carne
Santifica a tua boca enquando me chamas
Lançando sementes no meu coração
Num caminho feito até a lua de nudez
Universo dos teus braços em abraços
Desta fome sentida unhas cravadas em ti
Vestindo-me de alegria no verbo amar
Despindo- te com os olhos em palavras
Que tanto gostas amor de me ouvir dizer
Semeaste de mel a primavera no meu peito
Enquanto me perdia pelos carris de ti
No metal quente do teu corpo.


Comentários (1)
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2020-09-27
No fogo e na fome intensa de amar, numa poesia forte nua e crua, do metal quente no corpo.
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