POEMA DO OLHAR PERDIDO
Às vezes meus olhos teimosos
Tentam encontrar algum olhar perdido.
Quando dou por mim estão distantes
Fitando as janelas dos trens
Divisando na multidão que vai e vem
Algum olhar indiscreto, inconstante.
Na mesa de qualquer restaurante
Dentro dos taxis cruzando a cidade
Na fila de espera do consultório
Em frente à televisão
Nas fotos das revistas que mostram o nada
Nos cães estirados nas varandas
Nas janelas abertas para a brisa da tarde
Na face de um outdoor na estrada
Nas igrejas e na chama da vela que arde
Entre os pares que se amam e enxergam.
Olhar tantos olhos é o que mais vejo
Indiferentes não me contentam.
Tu nem imaginas o quanto os invejo
Porque perdidos estão os meus
Que nunca te encontram.
Tentam encontrar algum olhar perdido.
Quando dou por mim estão distantes
Fitando as janelas dos trens
Divisando na multidão que vai e vem
Algum olhar indiscreto, inconstante.
Na mesa de qualquer restaurante
Dentro dos taxis cruzando a cidade
Na fila de espera do consultório
Em frente à televisão
Nas fotos das revistas que mostram o nada
Nos cães estirados nas varandas
Nas janelas abertas para a brisa da tarde
Na face de um outdoor na estrada
Nas igrejas e na chama da vela que arde
Entre os pares que se amam e enxergam.
Olhar tantos olhos é o que mais vejo
Indiferentes não me contentam.
Tu nem imaginas o quanto os invejo
Porque perdidos estão os meus
Que nunca te encontram.