De cabeça perdida

Entre as brumas do tempo
Desfragmentam-se tantas horas
Frágeis e sumaríssimas,
Envelhecem cada palavra agourenta
E sempre tão excitadíssima
À nora o dia perdeu a cabeça
Deixou-a além decapitada presa
A um sereníssimo silêncio ecoando
Tão resilente e agilíssimo...
Frederico de Castro
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