A VERDADE A QUALQUER CUSTO

Em uma dor que corrói
Na ponta dos dedos
E em todo o dente que dói 
Confessando os segredos
Da alma numa agulha
Quando o corpo esbulhado
Tem arrancado uma unha
O destino é traçado
Ao que não se propunha
Quando se esfria a carne
E o sangue não tem mais curso
Pois viver já não é a verdade 
E a morte lenta é o único recurso
Tendo a língua infame penetrando na dor 
Dos olhos perfurados e apagados
O torturador.
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