IMPESSOAIS
Pendurados nas paredes
Olhos espiam onipresentes
Vigiam até mesmo pensamentos
Gravam nossos modos constantes
Transformam em presente passos
De minutos atrás
Ainda que se conteste
E prove a que se preste e pretende
Sem que se perceba ou incomode
Disfarçados detectam movimentos
Frívolos sem preocuparem-se
Com nossa obsessão e desejos
Registram arrepios, olhares, risos
Argumentos impessoais, tiques
Nuances nos ângulos indiscretos
De quem passa, fica, sai
E até o que mesmo nem chega ou vem
Revejo o emaranhado dos teus cabelos
Tua resoluta vontade de chorar
A intenção em contornar o objeto
Os lampejos e brilhos dos gestos
Pelo tempo que quiser do agora
E ainda se não mais puder te encontrar
Fico com as imagens sem endereço
Desafiando apegadas meu olhar
Olhos espiam onipresentes
Vigiam até mesmo pensamentos
Gravam nossos modos constantes
Transformam em presente passos
De minutos atrás
Ainda que se conteste
E prove a que se preste e pretende
Sem que se perceba ou incomode
Disfarçados detectam movimentos
Frívolos sem preocuparem-se
Com nossa obsessão e desejos
Registram arrepios, olhares, risos
Argumentos impessoais, tiques
Nuances nos ângulos indiscretos
De quem passa, fica, sai
E até o que mesmo nem chega ou vem
Revejo o emaranhado dos teus cabelos
Tua resoluta vontade de chorar
A intenção em contornar o objeto
Os lampejos e brilhos dos gestos
Pelo tempo que quiser do agora
E ainda se não mais puder te encontrar
Fico com as imagens sem endereço
Desafiando apegadas meu olhar
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