Perdidos Oceanos
Sento-me à mesa. Porque é de ti o alimento, a agua e o sal marinho
Os gestos da verdade, a erva e a estrela plantadas no mesmo caule
O que me vem em ondas
Onde tentei dormir na embriagues do coração faminto
O navegante de velas sonoras fazendo cantigas de mar e lamentos
Sem rotas de fugas, entregue as palavras corroendo a minha língua oceânica
Aumentando a capacidade de suportar o sol nas costas, e iludir os ventos
E diluir o tempo nas mais puras imagens
Eu que apelei à cegueira para ver com mais perfeição
Aceno com alguma recordação do tato, à ciência das perdidas coisas,
Ao que me entrego, a razão do meu espirito teima em insuflar o fogo com pólvora e resina
Sobre o peso lúdico hasteando bandeiras do amor no mar
Onde apenas na imensidão do nada se deixa ver,
Eu, um único barco a percorrer a linha do destino
Sem horizontes, sem timão, só e sem carta de navegar
Charles Burck
Os gestos da verdade, a erva e a estrela plantadas no mesmo caule
O que me vem em ondas
Onde tentei dormir na embriagues do coração faminto
O navegante de velas sonoras fazendo cantigas de mar e lamentos
Sem rotas de fugas, entregue as palavras corroendo a minha língua oceânica
Aumentando a capacidade de suportar o sol nas costas, e iludir os ventos
E diluir o tempo nas mais puras imagens
Eu que apelei à cegueira para ver com mais perfeição
Aceno com alguma recordação do tato, à ciência das perdidas coisas,
Ao que me entrego, a razão do meu espirito teima em insuflar o fogo com pólvora e resina
Sobre o peso lúdico hasteando bandeiras do amor no mar
Onde apenas na imensidão do nada se deixa ver,
Eu, um único barco a percorrer a linha do destino
Sem horizontes, sem timão, só e sem carta de navegar
Charles Burck
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