ENCIUMADO
Me deixa na minha loucura, não vejo nada que me traga paz. Sua dura visão me impõe ilusões e as pedras nas suas mãos o meu pão, lançado no abismo do meu interior pela profecia da mentira ele não me sacia a fome. Quem dera não vissem um homem louco e faminto porque não tem paz, pois a sua paixão depositou numa virgem que com o seu amor o envenena com o furor de víboras-áspides. Não há antídoto que o salve, morrerá mil mortes antes apaixonado matando o próprio corpo desesperado. Ninguém firmará os sentidos nele e alucinado estará cego até que mine o sangue em seus poros, e o consuma a peçonha por inteiro. Desviem os vossos caminhos dele.
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