POR TRÁS DA TELA.

fecho os olhos, tento concentrar-me
sinto minha privacidade invadida, nua
são como olhos invisiveis e sem alma
tentando extravasar-me espirito e alma.
paro, penso e analiso o ser incauto
m´alma sangra em teriveis pensamentos
que teimam, tornando-se uma teia
como montanhas obreiras de quimeras.
lembro do além mar singelo e verde
que no tempo ficou a seguir-me em voo
em brancas espumas bordando a areia.
lembro da flor nascida entre as pedras
em cor singela carmesim, brilhante
a qual carego na iris para todo o sempre.
ltslima
16.03.219
.
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