A MESMA MÃO QUE AFAGA É ÁSPERA
A mesma mão que afaga é áspera
O veludo perdeu o toque da maciez
A mesma fonte doce se fez amarga
Em virtude de descontrolada insensatez.
Amoroso coração que se empedernia
Antes era lindo vê-la dormindo com jeito
Em meus braços tal criança que parecia
Daquelas pequenas que ainda usam o peito.
Mas depois de um tempo se apartou
Logo a dureza no trato se instalou
A mão carinhosa de um todo partiu
E a aspereza em tudo então surgiu
Na mão aveludada que a maciez perdeu
Trazendo um amargo que nunca se viu.
Ipatinga, 18/03/2019
Erimar Lopes.
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