Perenidade
Naquele dia inesquecível,
Colhi do teu jardim a flor do amor,
Senti o perfume das pétalas cheias de orvalho,
Deixei meus lábios repousarem gentilmente,
Íntimo abrigo do meu ósculo embevecido,
Acolhido ao desejo trêmulo dos teus laços.
O teu colo poetizou-me em sua rima,
Versejando aos meus ouvidos teus versos,
Murmúrios rítmicos ao lóbulo ébrio de paixão,
Condizente súplica ao solícito encanto,
Música envolvente do teu ser,
Afogueada fidelidade, glamoroso viço.
Naquele inesquecível dia,
Seduziu-me a felicidade jubilosa,
Promessas finitas intérmina aliança,
Inundando a alma de lealdade,
Canção paradisíaca de dois seres,
Formidável afeto ao afago sublime.
Naquele dia,
Naquele inesquecível dia,
Soube que seria eterno o que sentia,
Quando meus olhos deixou cair a última lágrima,
Estando de mãos dadas contigo em meu leito,
O seu olhar não disse adeus, apenas até logo.
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