O Suicida
Respirar se tornou tão penoso
O meu corpo ficando dormente
E o meu rosto antes formoso
Expressa agora o meu medo aparente
Tudo dói e não consigo gritar
Choro mas a lágrima não cai
A morte em breve vem me levar
Agora a minha certeza me trai
O copo ainda com a bebida mortal
A decisão que tomei foi tão triste
Eu resolvi acabar com a vida
Matar o que em mim existe,
E é tão triste me ver assim
Os dedos em garra e a boca espumando
A cada minuto é mais breve o meu fim
Espasmos no corpo e o coração parando
Meu Deus o que fui fazer?
Está ficando escuro e é tudo tão frio
Desisto de tudo, não quero morrer
Mas não dá mais tempo, eu já estou vazio
Ainda sinto alguém me abraçando
Reconhecer já não posso mais
Talvez seja alguém a me salvar ou tentando
Quem sabe meus irmãos, quem sabe meus pais
Me ajuda, eu desisto, eu quero ficar
Eu tento dizer mas não consigo
É tarde demais para tentar
De mim mesmo fui o pior inimigo,
Adeus mundo, desisti cedo
Encontrei no veneno o meu melhor amigo
Mas se eu tivesse parado para pensar um pouco
Não seria tão fraco, não teria morrido,
Mas agora tudo o que resta é lembrança
Em breve será esquecimento
Se vivo estivesse eu daria um conselho:
Viver a vida e não morrer num momento,
Ainda que sofrer seja doloroso
E que hoje pareça assim
Mesmo que o caminhar esteja penoso
Tente de novo, não busque o fim,
Isso não posso falar para mim
Morri e não há o que fazer
Mas para ti ainda não é o fim
Escolha viver, decida viver.
O meu corpo ficando dormente
E o meu rosto antes formoso
Expressa agora o meu medo aparente
Tudo dói e não consigo gritar
Choro mas a lágrima não cai
A morte em breve vem me levar
Agora a minha certeza me trai
O copo ainda com a bebida mortal
A decisão que tomei foi tão triste
Eu resolvi acabar com a vida
Matar o que em mim existe,
E é tão triste me ver assim
Os dedos em garra e a boca espumando
A cada minuto é mais breve o meu fim
Espasmos no corpo e o coração parando
Meu Deus o que fui fazer?
Está ficando escuro e é tudo tão frio
Desisto de tudo, não quero morrer
Mas não dá mais tempo, eu já estou vazio
Ainda sinto alguém me abraçando
Reconhecer já não posso mais
Talvez seja alguém a me salvar ou tentando
Quem sabe meus irmãos, quem sabe meus pais
Me ajuda, eu desisto, eu quero ficar
Eu tento dizer mas não consigo
É tarde demais para tentar
De mim mesmo fui o pior inimigo,
Adeus mundo, desisti cedo
Encontrei no veneno o meu melhor amigo
Mas se eu tivesse parado para pensar um pouco
Não seria tão fraco, não teria morrido,
Mas agora tudo o que resta é lembrança
Em breve será esquecimento
Se vivo estivesse eu daria um conselho:
Viver a vida e não morrer num momento,
Ainda que sofrer seja doloroso
E que hoje pareça assim
Mesmo que o caminhar esteja penoso
Tente de novo, não busque o fim,
Isso não posso falar para mim
Morri e não há o que fazer
Mas para ti ainda não é o fim
Escolha viver, decida viver.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Liberdades e opioides
As chaves rodam soturnas, esperançosas de um voltar tardio Lá fora, o fumo passa ao dedo, em rodas, onde querem ver e ser vistos Circulam…
Rafael Gonçalves
Findar
Faz tempo que ser imortal era curto E o pânico vestia-se dessa brevidade Até que senti o quão frágil sou E que o melhor é perecer Já não…
Rafael Gonçalves
Abraço
Já não é um abraço. É muito mais É um arrepio na nuca descoberta É a reflexão no conforto do mo(vi)mento É o amor de Camões na simplicida…
Rafael Gonçalves
MMF
Na perda, diferentes formas de tempo moldam a ausência A tua História muito curta, no entanto, marcaste muitas Tornaste-as vãs pela belez…
Rafael Gonçalves