Dizem que não há amor aqui
Mas amor, foi o que eu mais vi.
Terra de gente que batalha pelo que acredita, sem medo do que os outros vão pensar
Vi filho chorar por não ver o pai durante a semana, pois o mesmo trabalha para o sustentar.
Vi o mesmo pai, com a dor e insatisfação de estar em um emprego que não quer, para amparar o filho que chora por ele, do amanhecer ao deitar.
É territorio de possibilidades.
E talvez seja por isso que eu gosto tanto daqui.
É onde eu demoro 2 horas pra chegar onde eu queria estar
É garoa em um fim de tarde ensolarado que condizia com o meu peito frio de tanto esperar
No metrô, vi correria pra lá
Gente indo, gente vindo.
Vi também, gente roubar.
Mas tudo bem, afinal, quem sou eu para julgar?
Na paulista, vi a arte soprar
A cada passo que eu dava, era oxigênio compartilhado de esperança a se dar
Vi bandas
Vi quadros
Vi grafite
Vi poesias
Vi desenhos
Vi a ARTE.
Escancarada e sem vergonha de se mostrar.
Paulistas, venho a dizer que vos admiro.
É ser regional que dá tudo de si pelo que acredita
É por isso que o grande sucesso, na maioria das vezes, vem daqui.
Vocês são incriveis.
É o homem de terno andando de patinete eletrônico por aí
Bicicleta do itaú pra salvar quando tá apertado e precisa ir ''ali''
É água mineral, 4 reais.
É transito e buzina que não vai resolver em nada, mas insistem em persistir.
É na chuva, parecer que todo mundo desaprende a dirigir.
E isso é quase todo dia.
É passar no tunel e o sinal cair.
É onde você se acostuma com tudo isso, e começa a rir.
É gente bonita demais, que a saudade até vai doer quando eu partir...
Mas amor, foi o que eu mais vi.
Terra de gente que batalha pelo que acredita, sem medo do que os outros vão pensar
Vi filho chorar por não ver o pai durante a semana, pois o mesmo trabalha para o sustentar.
Vi o mesmo pai, com a dor e insatisfação de estar em um emprego que não quer, para amparar o filho que chora por ele, do amanhecer ao deitar.
É territorio de possibilidades.
E talvez seja por isso que eu gosto tanto daqui.
É onde eu demoro 2 horas pra chegar onde eu queria estar
É garoa em um fim de tarde ensolarado que condizia com o meu peito frio de tanto esperar
No metrô, vi correria pra lá
Gente indo, gente vindo.
Vi também, gente roubar.
Mas tudo bem, afinal, quem sou eu para julgar?
Na paulista, vi a arte soprar
A cada passo que eu dava, era oxigênio compartilhado de esperança a se dar
Vi bandas
Vi quadros
Vi grafite
Vi poesias
Vi desenhos
Vi a ARTE.
Escancarada e sem vergonha de se mostrar.
Paulistas, venho a dizer que vos admiro.
É ser regional que dá tudo de si pelo que acredita
É por isso que o grande sucesso, na maioria das vezes, vem daqui.
Vocês são incriveis.
É o homem de terno andando de patinete eletrônico por aí
Bicicleta do itaú pra salvar quando tá apertado e precisa ir ''ali''
É água mineral, 4 reais.
É transito e buzina que não vai resolver em nada, mas insistem em persistir.
É na chuva, parecer que todo mundo desaprende a dirigir.
E isso é quase todo dia.
É passar no tunel e o sinal cair.
É onde você se acostuma com tudo isso, e começa a rir.
É gente bonita demais, que a saudade até vai doer quando eu partir...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*