NO ÍNTIMO DOS POEMAS

Estou inteiro contigo todo o tempo
Sem cansaço porque me tornas necessário
Ser parceiro, fiel amigo
Como é a luz para o girassol
Ou a precisão de um rio ao regaço
As estrelas para a constelação
A lâmina para a barba
Um alicate para cortar o fio
Condutor das incessantes verdades
No íntimo dos poemas de cada página
Que serve meus versos aos teus olhos
E aos lábios quando me recitas num balbucio

Embora eu saia e vá embora
Sabes que somos mais que cacos de espelho
Ou pontiagudos vidros estilhaçados
Por conta dos apegos aos despropósitos
Que nos desencontram e desencantam

Vivemos dos descuidos entre a arte e a criatura
187 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.