O dilema do querer






O querer 

Talvez seja tudo

Ou até mesmo nada 

Talvez a porta do céu

Quem sabe a boca do inferno

E entre os fluidos da existência 

O enigma do destino 

Desperta a inquietude das mentes 




O poder

Talvez esteja logo a frente 

Talvez já exista

Ou nem exista 

Mas de que vale viver 

Quebrando a harmonia dos chacras

Quando o pulso central deveria indicar

Aonde nós levaremos o vento?




E entre pálidos sacrifícios racionais 

O dom de sentir vai a nocaute 

Com aplausos externos inválidos 

Cegos ao brilho da essência 

E o globo mental se enche 

De tecidos ocos de verdade 

De sentidos pobres de sentido.
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