Pudesse Eu
Pudesse eu, não ter laços
Ou esperança,
Cair no poço sem fundo,
Com que sonhava em criança,
Pudesse eu, na garganta sentir,Torturante,
A dor no parir, perto ou distante
E o choro aflito dos qu'hão-de vir.
Pudesse eu, fazer-"O que me dá na gana",
Não morreria numa cama,
Escolheria viver enterrado,
Sentindo o peso da terra,
Amontoada na tumba,
E os caniços, varando-me a cara nua,
Numa sensação boa,
Pudesse decepar eu, os braços
E salvar a dor
Na alma,Não seria estranha,
A sensação tamanha de sentir,
Que deveras sinto...
Joel Matos (10/2013)
http://namastibetpoems.blogspot.com
Comentários (1)
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2017-05-26
Há sentimentos que, apesar de controversos, possuem uma significativa explicação. Pudesse eu explicar as dores do mundo! Lindo poema, meu amigo!
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