Porquê
Porquê
Porquê amor,porquê?
Porque as flores morrem?
Tudo na vida tem um pra quê,
Porque uns são felizes e outros sofrem.
O meu sofrimento é a sua alegria,
A sua alegria é o meu desejo,
O paraíso, a minha carta de alforria,
Minha perdição, os teus beijos.
Os segredos dos meus desejos,
São mistérios jamais revelados,
Como prisões de um velho degredo,
Como um tesouro em um baú enterrado.
Como um navio naufragado,
Na solidão do profundo oceano,
Todos os meus pensamentos fragmentados,
Em um fútil corpo humano.
Sou uma simples ilha triste,
Um vazio que ainda resiste,
A essa força que ainda insiste,
Nessa doce esperança que persiste.
A espera de um naufrágio,
Para o fim dessa incrível viagem,
A alegria é a moeda desse pedágio,
Alegria que liberta dessa miragem.
Miragem desse louco amor,
Que me tortura com tantos desejos,
Falsa presença que causa dissabor,
Beijo,segredo e ensejo.
Lourival Alves
Porquê amor,porquê?
Porque as flores morrem?
Tudo na vida tem um pra quê,
Porque uns são felizes e outros sofrem.
O meu sofrimento é a sua alegria,
A sua alegria é o meu desejo,
O paraíso, a minha carta de alforria,
Minha perdição, os teus beijos.
Os segredos dos meus desejos,
São mistérios jamais revelados,
Como prisões de um velho degredo,
Como um tesouro em um baú enterrado.
Como um navio naufragado,
Na solidão do profundo oceano,
Todos os meus pensamentos fragmentados,
Em um fútil corpo humano.
Sou uma simples ilha triste,
Um vazio que ainda resiste,
A essa força que ainda insiste,
Nessa doce esperança que persiste.
A espera de um naufrágio,
Para o fim dessa incrível viagem,
A alegria é a moeda desse pedágio,
Alegria que liberta dessa miragem.
Miragem desse louco amor,
Que me tortura com tantos desejos,
Falsa presença que causa dissabor,
Beijo,segredo e ensejo.
Lourival Alves
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