Insosso
A carne seca
A carne morta
A carne preta
Como o chão
Na estiagem
De agosto
No nordestino sertão
Quarenta graus
À margem
Dum rio coagulado
Desgosto
Na boca, amargo
Ferrugem
Quarenta degraus
De cabeças humanas
A carne resseca
Unhas e membranas
Espalhadas entre
Abutres e moscas inquietas
Bem-vindos ao ventre
Da minha dor cotidiana
A carne morta
A carne preta
Como o chão
Na estiagem
De agosto
No nordestino sertão
Quarenta graus
À margem
Dum rio coagulado
Desgosto
Na boca, amargo
Ferrugem
Quarenta degraus
De cabeças humanas
A carne resseca
Unhas e membranas
Espalhadas entre
Abutres e moscas inquietas
Bem-vindos ao ventre
Da minha dor cotidiana
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