Conto de Areia
São em noites de Lua amarela
Em que suspira saudosa a donzela,
Que se passa essa minha história.
São tempos de pouca glória
Vivos através da memória
De um velho amigo meu.
Quando o silêncio para o tempo
Ouve-se o sussurro do vento
Um choro distante trazendo.
E eis que o cochicho das árvores
Funde-se com o assovio de milhares
Micropartículas de poeira.
Quando a Lua lambe a terra prateada
A filha pelos deuses rejeitada
Levanta-se do leito na capoeira.
Só, ela anda a soprar o beijo
Que um dia guardara em seu peito.
Dó é o que sentiam a seu respeito.
Quando ela chega na beira do rio,
A Lua desenha uma passarela
Sobre o líquido sombrio
E eis que Menina então
Desfila
Sobre a água seu corpo
Fibrila
O luar na areia.
É ela a filha da Lua Cheia.
É bela e terrível sereia.
Em que suspira saudosa a donzela,
Que se passa essa minha história.
São tempos de pouca glória
Vivos através da memória
De um velho amigo meu.
Quando o silêncio para o tempo
Ouve-se o sussurro do vento
Um choro distante trazendo.
E eis que o cochicho das árvores
Funde-se com o assovio de milhares
Micropartículas de poeira.
Quando a Lua lambe a terra prateada
A filha pelos deuses rejeitada
Levanta-se do leito na capoeira.
Só, ela anda a soprar o beijo
Que um dia guardara em seu peito.
Dó é o que sentiam a seu respeito.
Quando ela chega na beira do rio,
A Lua desenha uma passarela
Sobre o líquido sombrio
E eis que Menina então
Desfila
Sobre a água seu corpo
Fibrila
O luar na areia.
É ela a filha da Lua Cheia.
É bela e terrível sereia.
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