Eu me sentia um pouco
as ondas do mar da marambaia.
Deslizando em teu corpo alvo
como aquela bruma
nos finos cabelos soltos
pelos caprichos do vento.
O mesmo que soprava o coqueiro
que rijo envergara
imitando o desejo contido
sob as ondas da marambaia.
Ainda, que escorrendo teu corpo
aquele ponteiro envolvendo a estrela nua
adormecida na areia,
entre conchas formadas nos seios
apontando o horizonte em devaneios
o olhar navegando
em um solitário barco
lutando contra as ondas
revoltas do pensamento.





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