“Não sei”
Por que a minha voz se recusa a crescer e passeia entre os campos dos ventos de longe e a impressão dos teus olhos
E alguma flor que comece a crescer antes do nascer do sol,
Por que desnudei-me no centro da praça, sem bens algum
Se a noção do tempo,
Numa pobreza revestida de luz opaca e mãos mais vazias do nada
Há mais de cem anos de solidão nos meus poemas,
E essa busca constante é o único bem que possuo
Semanas após semanas o que hei de ter, perguntou-me o homem ilhado
E eu respondi sem lhe olhar nos olhos
“Não sei”
Charles Burck
E alguma flor que comece a crescer antes do nascer do sol,
Por que desnudei-me no centro da praça, sem bens algum
Se a noção do tempo,
Numa pobreza revestida de luz opaca e mãos mais vazias do nada
Há mais de cem anos de solidão nos meus poemas,
E essa busca constante é o único bem que possuo
Semanas após semanas o que hei de ter, perguntou-me o homem ilhado
E eu respondi sem lhe olhar nos olhos
“Não sei”
Charles Burck
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