A fome
A fome que te mirra as carnes
Que te embacia o olhar
Que te despe de esperança
É mesma que podia ser aplacada
Pelos excessos da fartura de alguns
Que têm mais olhos que barriga
E contas chorudas que tantas vezes ajudaste a criar.
A fome que te mirra as carnes
Que te embacia o olhar
Que te despe de esperança
É mesma que podia ser aplacada
Pela fartura de alguns, infelizmente muitos, que se vestem de uma importância balofa:
De uma aparência, que à nascença foi igual à tua
E que em nada será diferente na hora da morte
Mas a ganância desmedida que os alimenta…
É CEGA!
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Um Grito contra a Pobreza”
Coletânea do Grupo de Poesia da Beira Ria/Aveiro 2015
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski