A minha paz
Absorta me acho no meio do nada
Leva-me o vento norte, o pensamento
Esquecendo a maldade, o vil tormento
E regresso menos desanimada.
Luto pelo amor, feito uma danada
Com a alma arejada, com forte alento
Disposta a tudo, a lutar sem lamento
Tendo só para mim, a cousa amada.
E muito briosa do meu lutar
Canto as venturas e a paixão vivida
E jamais canso de o amor celebrar.
Agora, com a alma já sem ferida
Vivo a vida eternamente a cantar
A paz conquistada, não oferecida.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando “
Modocromia Edições
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