MATILHA
Quanta fome tem o mundo
Tanta gente não come
Sem gosto na boca
Nem com os olhos
Porque a barriga e as mãos andam cruas
As bacias emborcadas vazias
Sem tempero algum nas vasilhas
Escassas de sonho e alimentos
Muita sede tem os lábios ressequidos
E a ausência da agua seca todas as veias
Das almas mais nobres que sejam
Mergulhadas na pobreza
Não carrego a tristeza das cidades
Mas sinto o que se sofre
Pela imaturidade cruel de quem rouba
E tira o que pode do pouco que nada tem
E ainda ri guloso e satisfeito da nossa cara
Insana matilha essa que nunca se abala
Tanta gente não come
Sem gosto na boca
Nem com os olhos
Porque a barriga e as mãos andam cruas
As bacias emborcadas vazias
Sem tempero algum nas vasilhas
Escassas de sonho e alimentos
Muita sede tem os lábios ressequidos
E a ausência da agua seca todas as veias
Das almas mais nobres que sejam
Mergulhadas na pobreza
Não carrego a tristeza das cidades
Mas sinto o que se sofre
Pela imaturidade cruel de quem rouba
E tira o que pode do pouco que nada tem
E ainda ri guloso e satisfeito da nossa cara
Insana matilha essa que nunca se abala
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