SEMPRE À SUA MERCÊ (erótico)
Fluídos incandescentes
produzidos por nossas substâncias
em combustão
labaredas que inflamam a alma
flatulências da paixão
Louco ardor
suplício do fogo
a chama do amor
eternas as penas do inferno
condicionam nossos pontos
corpos em tormentos supernos
em desvairados confrontos
Elevação anormal da temperatura
toques ousados vagueiam
num misto de suor e secura
sentidos se desvaneiam
ao entranhar-se em minha crosta
concavidade emanante de fel
de lavas explosivas composta
sedutor sabor de mel
Assim dou-me à você
como sua fêmea e mulher
sempre à sua mercê
subserviente ao seu querer...
CléiaFialho
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski